quinta-feira, 30 de junho de 2011

Silêncio..................quando é a hora de calar?


O poeta apaixonado,     
quando sofre, não cala
tenta da maneira mais nobre sobreviver...
por que o poeta não é egoísta ....
ele é fantasioso...
ele é sonhador...
e qualquer um..
que mesmo que sofra
ainda consiga sonhar
nunca deixa de lutar


mesmo que as vezes tenhamos de abandonar a luta
não por covardia ou medo ou falta de argumento...
não...claro que não...
as vezes tem que ter muita coragem para desistir de lutar
para abdicar de um amor,
que naquele momento por mais que você ame
ele precisa do seu silencio.




                                                                            ...... João Usoti. 

sábado, 25 de junho de 2011

JOÃO USOTI -AMOR - NINGUÉM TEM CULPA.



E Eu como um mero poeta..escrevo..escrevo, e pouco paro pra pensar nesse momento de indecisão vou na direção do vento e pouco penso no senso medo de parar e errar alias,medo de seguir e errar também ,me faz refém de uma luta comigo mesmo, pelo que conheço de mim......estou prestes a explodir...

me calo ,me curvo... me pego sem pensar em nada.. na verdade não é fuga,é a maneira de lutar ou tentar vencer sem estar lutando..sei lá... é complicado....os sentimentos são complicados... nada disso....complicadas são as pessoas.... mania de medir sentimentos.. o nome é claro,sentimento , é pra sentir.. mas as pessoas complicam tudo, querem medir e ficam arrumando desculpas para não assumirem culpas, mas quem é culpado de sentir ou não sentir isso ou aquilo por alguém? ninguém tem culpa,o amor não se da por razão,nem por opinião é por filem,por pele,por química,não tem como medir nem explicar o melhor nesse caso é sentir, se entregar e nunca esquecer que ninguém tem culpa.


                                                                                              João Usoti.

sábado, 4 de junho de 2011

Saudade... é tão bom... matar a saudade é melhor ainda...

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!! 

 Vinícius de Moraes 

Saudade....
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades Em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...     

Clarice Lispector